Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Taxistas se reuniram na sede do sindicato da categoria, para discutirem sobre a possibilidade de reajuste da tarifa de táxi, conforme foi proposto por um integrante da categoria. De acordo com o presidente do Sincaver, Liomar Ferreira, a proposta não partiu da entidade, porém ele questionou aos taxistas que estavam presentes se valia a pena continuar circulando com os mesmos valores de 2016.

“Hoje nós temos uma bandeirada que data de 2016, de R$ 4,90 na saída. A bandeira 1 é R$ 3,60 e na 2 é R$ 4,35, já a hora parada custa R$ 20. Esses são os valores que vigoram desde 2016. O que eu queria nesta oportunidade é que os companheiros me dissessem se eles têm uma estatística dizendo se eles tendo o serviço congelado por seis anos, se eles ganharam mais usuários, se houve aumento na demanda do uso de táxi com esse congelamento”, questionou Liomar Ferreira, em entrevista ao Acorda Cidade.

Para o taxista Antônio Simão Cordeiro Ramos este não é o momento de se pensar em reajuste, mesmo com a alta dos combustíveis.

“As principais dificuldades hoje encontradas pelos taxistas é a alta dos combustíveis e o fato de que a prefeitura faz ‘vista grossa’ e deixa clandestinos rodando pela cidade. Uma cidade do porte de Feira de Santana tem automóvel sendo transporte público”, afirmou o taxista.

Outro taxista, Ailton Costa acredita que se a categoria aumentar o valor da tarifa, que hoje é de R$ 4,90 a saída, irá ficar prejudicada.

“O que vai prejudicar mais a gente é o aumento e o chip que a gente paga, que há um custo. Esse chip poderia sair em torno de R$ 280 a R$ 300. A gente paga que é para fazer a mudança da tarifa e fazer a vistoria do Ibametro. E pode chegar em torno de R$ 380 a R$ 400, e a gente não tem condição. E se aumentar a tarifa a gente vai perder cada vez mais para os aplicativos, onde uma corrida chega em torno de R$ 7, e a gente vai ficar com uma tarifa acima do valor que existe”, destacou.

Ailton Costa disse ainda que hoje em dia os clientes negociam muito o preço e eles precisam ceder e não trabalhar somente com o valor da bandeirada.

“Se aumentar, a gente vai perder clientes, porque hoje eles querem negociar o preço. A gente hoje não faz mais corrida na bandeirada. Uma corrida de R$ 25 a gente faz por R$ 20, uma de R$ 18, o cliente quer por R$ 13 ou R$ 14, porque o cliente não quer mais bandeirada e migrou para o aplicativo.”

Conforme Liomar Ferreira, presidente do sindicato, os usuários de táxi, assim como qualquer cidadão, compram produtos com preços reajustados e com o serviço de táxi não deve ser diferente.

“O usuário é um cidadão como todo mundo, que compra um litro de óleo que em 2016 deveria estar custando R$ 5 e hoje é R$ 13 ou R$ 14, enfim tudo que consumimos vale para todo mundo. Então se uma pessoa que presta um serviço e o investimento não corresponde ao investimento que ele fez, porque o taxista só terá um carro com condições de atender um usuário, se ele investir. Ele tem que comprar, financiar, pagar o juro que está no mercado para todo mundo, e se tem uma tarifa que não cobre os custos de manutenção deste veículo, que é o instrumento de trabalho, e não sabe quanto tem de salário, vou deixar que eles continuem se eles estão dizendo que é possível continuar trabalhando sem repassar. Quem sou para dizer que não? O sindicato não fez proposta nenhuma, nós atendemos à solicitação de um companheiro que pediu para a gente discutir, que já era hora de revisar a tarifa. Só que os companheiros que compareceram aqui decidiram que não desejam o aumento, então o assunto foi encerrado.”

Fonte: Ney Silva

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