Foto: Reprodução/Secom/Roberta Costa

Na última sexta-feira (3), o estado da Bahia atingiu mais de 900 casos ativos para a Covid-19, de acordo com os dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o que acende um novo alerta para o surto da doença.

Em Feira de Santana, a situação não é diferente. Apenas no mês de maio, 170 casos positivos foram registrados, enquanto que no mês de abril, foram 81, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Mesmo com este aumento dos casos de Covid em todo o estado, a infectologista Melissa Falcão, explicou que a doença está sobre controle no município.

“No município, a Covid-19 está sob controle, mas estamos vendo a tendência no Brasil inteiro. Desde abril tivemos um leve aumento progressivo em relação ao número de casos, não tivemos aumento de mortalidade, o número de internamentos continua alto, mas algumas pessoas acabam esquecendo, e sempre frisamos por isso, a Covid não acabou. A Covid continua aí e ao longo dos meses sempre vai haver período de aumento e período de redução, por isso o mais importante é que a pessoa esteja protegida. O que estamos vendo hoje, são aquelas pessoas que sempre foram imunes à doença, passaram dois anos sem pegar a infecção, agora começaram a pegar também, e isso está relacionado a redução de medidas de isolamento, festas com muitas pessoas e também uma variante mais infectante. Vamos ter em breve o São João, possibilidade de ter a Micareta mais adiante, então o vírus vai estar circulando e as pessoas precisam realmente estar protegidas porque se adquirirem a infecção seja um quadro brando”, explicou.

De acordo com a infectologista, este aumento de casos, também pode estar relacionado com este período chuvoso, se aproximando da estação do inverno.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

“As infecções virais elas aumentam, elas diminuem, agora estamos no inverno, temperatura mais fria e chuvosa, na qual as pessoas costumam ficar em ambientes mais fechados e mais próximas, festas com grande quantidade de pessoas, e isso facilita com que nesse período, tenha o aumento de infecção, vemos o aumento não só pela Covid, como vários outros vírus respiratórios. Nas crianças estamos vendo principalmente os vírus respiratórios sincicial e o rinovírus, além da Covid que também está presente. E nos adultos tem tendência nacional, é que cerca de 60% das pessoas adultas que estão tendo infecções respiratórias, sendo estas por Covid. Isso estava muito menor no mês anterior, estava em torno de 40 a 45%, e nessa última avaliação divulgada já está próximo a 60%. A Secretaria Municipal de Saúde, na pessoa do secretário, da coordenadora da vigilância, sempre estão atentas a essas tendências. Eu acho que a secretaria precisa voltar a focar no teste, precisa aumentar a testagem, para que as pessoas que têm quaisquer sintomas respiratórios, possam identificar precocemente, fazer o isolamento correto, e assim evitar a cadeia de transmissão. Não é porque a Covid diminuiu, que eu tive uma tosse, que eu tive uma coriza, uma febre, e que simplesmente eu vou poder trabalhar sem fazer a testagem porque eu vou estar contribuindo com o aumento da Covid e com a possibilidade de ter que reiniciar as medidas de restrição”, disse.

São João

Para Melissa Falcão, com as proximidades dos festejos juninos, existe uma grande possibilidade dos casos aumentarem.

“Temos um aumento do número de casos agora no mês de junho, e essa tendência é continuar assim, e as festas juninas com muitas pessoas próximas, o forró que também um fica muito próximo do outro, existe uma possibilidade sim, de aumento do número de casos depois dessas festas juninas. Então vamos aproveitar o São João, mas tendo o cuidado com pessoas que não estão completamente vacinadas ou que são de grupo de risco, que evitem ficar em lugar muito aglomerado, evitem ir para festas com muitas pessoas. A melhor maneira de prevenção, o que possibilitou estarmos hoje em um momento mais tranquilo com aumento do número de casos, mas sem o aumento da mortalidade, é a vacinação. Aquelas pessoas que são do grupo de risco, naqueles ambientes com maior circulação de pessoas, ambiente muito fechadinho, sem maior circulação de ar, a máscara é uma maneira de prevenção. Ela não é mais obrigatória, mas é optativa. Aquelas pessoas que se sentirem mais seguras utilizando a máscara, se tiverem qualquer fator de risco para agravamento pela Covid, continuem utilizando”, destacou.

Ainda de acordo com a infectologista Melissa Falcão, por conta da despreocupação por parte da população, ainda existem casos de subnotificação.

“Na medida em que as pessoas vão se despreocupado com a Covid, isso vai acontecendo. Covid junto com outras crises respiratórias, como por exemplo, eu tenho um quadro de tosse, um quadro de Covid, e eu não me preocupo em fazer o teste. Então a Secretaria de Saúde também disponibiliza os testes, e esse teste é muito importante, não dá para saber só pelos sintomas, se trata de uma Influenza, de uma H3N2, de Covid ou de qualquer outro vírus respiratório. A testagem continua sendo uma maneira de prevenção de infecção muito importante. Uma preocupação continua sendo as fake news, continuam surgindo em relação às vacinas, é inacreditável que se acredite em algumas informações como por exemplo, tem uma notícia circulando de que as pessoas que tomam a terceira dose contra a Covid, vão adquirir a síndrome da imunodeficiência adquirida, um HIV. Uma coisa não tem nenhuma relação com a outra, não teria sentido não adquirir com a primeira e segunda, adquirir com a terceira. É só uma campanha de difamação tentando fazer com que as pessoas não usem a vacina, independente do que tenha motivado notícias como essas, não repassem notícias das quais não tiverem certeza da veracidade, porque isso só faz atrapalhar a proteção das pessoas e o trabalho do município”, concluiu.

Fonte: Acorda Cidade

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