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Desde que foi lançado, em 16 de novembro de 2020, o Pix transformou os meios de pagamentos. De lá para cá, o sistema, pensado para pessoas físicas, chegou às pequenas e médias empresas e, mais recentemente, virou negócio também para bancos e fintechs, que trataram de providenciar soluções com a ferramenta. É o parcelamento de pagamentos via Pix.

“É muito fácil de você providenciar o serviço do Pix. A ideia do Pix não veio dos bancos, veio do BC. E depois do sucesso eles viram que não tinham outra alternativa a não ser aderir”, afirmou a especialista em educação financeira Cássia D’aquino.

Segundo ela, a pandemia impulsionou o e-commerce, que já vinha ganhando força, e isso reflete nas novas modalidades de parcelamento pela internet. “Além da praticidade, a internet proporciona ao consumidor ponderar melhor os preços, as opções de pagamento, visitar outros produtores. As opções são maiores e mais variadas.”

Com a criação do sistema, no entanto, a fintech passou a oferecer serviços de parcelamento por meio do Pix, que, em pouco tempo, virou o carro-chefe da empresa. “Atualmente, 75% das nossas operações são via Pix, contra 25% de boletos. Essa migração de clientes facilitou a cobertura de entrada de pagamentos e ajudou a descentralização dos serviços financeiros”, avaliou Noll.

A BoletoFlex oferece a opção de parcelamento em 4 vezes sem juros ou em 24 vezes com juros a partir de 1,99%. O valor mínimo de transação é R$ 100, enquanto a parcela mínima é R$ 50. “Achávamos que nosso público teria um perfil mais velho, de pessoas acostumadas com o carnê digital, que poderiam migrar para o Pix. Mas, na verdade, 70% dos consumidores tem entre 18 e 35 anos, e geralmente nem possuem cartão de crédito”, disse.

Um levantamento realizado pela fintech brasileira Pagaleve com mais de mil consumidores brasileiros mostra que os jovens realmente dominam as transações por Pix. Segundo a pesquisa, pessoas de 25 a 34 anos são as que mais usam o parcelamento por meio da ferramenta de pagamento do BC, representando quase 40% dos consumidores.

Na sequência, os consumidores que mais utilizam o Pix parcelado estão na faixa-etária de 35 a 44 anos (37%). Já em relação à renda dos usuários, o levantamento mostrou que os que mais usam a modalidade tem renda entre R$ 1.000 e R$ 2.000, representando 28% do grupo. Em relação ao perfil das empresas, o levantamento aponta que as que mais adotam o serviço são as pequenas e médias empresas.

Entre as 46 varejistas analisadas, as de pequeno porte representam 35% do total, enquanto as médias são 30%,  e as grandes, 13%.

Bancos apostam no Pix

Desde o fim do ano passado, a ferramenta de pagamento instantâneo do BC registra mais de 1 bilhão de transações todo mês, no país. O recorde ocorreu em dezembro de 2021, quando alcançou 1.463.265.548. Em fevereiro deste ano, foram computadas 1.367.981.508 operações, mantendo a segunda melhor colocação.

A adesão em massa ao Pix fez com que até mesmo bancos tradicionais passassem a ofertar produtos do segmento de serviço de crédito por meio da ferramenta. Entre os “bancões”, o Bradesco foi pioneiro no lançamento da modalidade de crédito via Pix, há um ano e dois meses. Até o mês de março deste ano, o banco informou ao que atendeu 850 mil clientes, somando R$ 170 milhões.

O quarto trimestre de 2021 apresentou a maior expansão, com alta de 71% no número de operações (364 mil) e de 75% no volume realizado (R$ 69,9 milhões). O banco cobra juros a partir de 2,36% ao mês pelo serviço, e com prazo de até 60 meses para pagar, conforme o perfil do cliente e características da operação.

Já o Santander lançou no mês passado a ferramenta “Divida o seu Pix”, opção de crédito disponível exclusivamente pelo aplicativo do banco. O valor mínimo de contratação é de R$ 100 e o valor máximo, limitado às condições pré-aprovadas para o cliente. O banco comunicou ser possível dividir em até 24 vezes, com 59 dias para que as parcelas comecem a ser debitadas diretamente na conta corrente.

“Em 2021, vimos as operações via Pix aumentarem até 5,3 vezes entre janeiro e dezembro. Considerando clientes PF e PJ, foram mais de R$ 100 bilhões transacionados”, disse Luciana de Aguiar Barros, diretora de Produtos de Crédito para Pessoas Físicas do Santander.

As taxas variam a partir de 2,09% ao mês. O serviço é destinado para clientes pessoas físicas do Santander e a transferência pode ser direcionada para contas de pessoas físicas e pessoas jurídicas.

Fonte: CNN Brasil

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