Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

A torcida organizada Bamor está suspensa de entrar nos estádios pelos próximos seis meses por determinação do Batalhão Especializado em Patrulhamento de Eventos (Bepe) da Polícia Militar . A decisão acontece em resposta ao ataque ao ônibus do Bahia, em fevereiro deste ano. A investigação da polícia já havia identificado que os suspeitos do crime pertencem a organizada do clube. 

Inicialmente, o Ministério Público informou que foi o responsável pela determinação. Contudo, na noite desta quinta-feira, o MP voltou atrás e informou que a torcida não poderia comparecer aos estádios em decorrência de sanção educativa aplicada pelo Bepe.

Com a suspensão, a Bamor não vai poder acompanhar a estreia do Bahia na Série B do Campeonato Brasileiro. O Tricolor recebe o Cruzeiro, às 21h30 (de Brasília) desta sexta-feira, na Arena Fonte Nova. O jogo também marca o provável retorno de Danilo Fernandes aos gramados. O goleiro do Bahia não disputa uma partida oficial desde que foi ferido no ataque da torcida.

Veja a nota divulgada pelo Ministério Público

O Ministério Público estadual não determinou a suspensão da torcida Bamor. O que foi informado pela Assessoria de Imprensa, quando procurada, é que a torcida não poderia comparecer aos estádios em decorrência de sanção educativa aplicada pelo Batalhão Especializado em Patrulhamento de Eventos (Bepe) da Polícia Militar. A aplicação da medida, que não depende de homologação do MP, é prevista em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o MP e a PM, em 2014, cujas cláusulas ainda estão em vigência. A sanção à Bamor, referente ao atentado ao ônibus do Bahia, foi aplicada pelo Bepe no dia 9 de março de 2022, com prazo de seis meses, válida até o dia 5 de setembro deste ano. A medida foi comunicada ao MP, que tem procedimentos cível e criminal instaurados para apurar os fatos. Assim que o MP adotar as medidas cabíveis, elas serão comunicadas à imprensa.

Investigação

Todos os suspeitos de envolvimento no atentado foram identificados pela Polícia Civil e devem responder por tentativa de homicídio. Entre eles, está o presidente da organizada, Half Silva, proprietário de um dos carros usados durante a ação. O suspeito de atirar o artefato explosivo foi identificado como Jaderson Santana Bispo, mais conhecido como Jau, que apresentou à polícia para prestar depoimento. Ele também esteve presente na invasão da torcida ao centro de treinamento do clube, no início do ano, e possui histórico de uso de artefato explosivo.

Fonte: Ge

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