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Pré-candidato ao governo da Bahia, o senador Jaques Wagner (PT) disse, em entrevista ao jornal Tribuna da Bahia divulgada nesta sexta-feira (24), que o seu adversário, o ex-prefeito soteropolitano ACM Neto (DEM), tem buscado se aproximar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) porque está “sem caminho”.

Nos últimos dias, circulou na imprensa baiana a informação de que Neto teria interesse de filiar o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (ex-PSDB), ao União Brasil e indicá-lo para ser vice de Lula. Em troca, haveria um pacto de não agressão com o ex-presidente. Ou seja, Lula não faria críticas a ACM Neto durante a campanha.

Perguntado por jornalistas sobre esse possível acordo, Neto não negou. Além disso, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), que é um aliado de Neto, declarou que não poderia descartar a hipótese de votar em Lula em 2022.

A avaliação, dentro da base netista, é que em 2002 um acordo entre o ex-senador Antonio Carlos Magalhães e Lula foi fundamental para a vitória de Paulo Souto ao governo da Bahia. Naquele ano, Souto foi eleito governador, e Lula venceu a disputa presidencial tendo tido o maior número de votos na Bahia.

À Tribuna, Wagner não acredita em um pacto entre Lula e ACM Neto, e afirmou: “Quem tem o hábito de agredir é o ex-prefeito, que aliás já o fez em várias oportunidades, ele está sem caminho”.

Perguntado pelo impresso se o ex-prefeito tem buscado uma aproximação com Lula por falta de um caminho político, Wagner respondeu: “Exato”.

Fonte: Politicalivre

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